domingo, 20 de junho de 2010

Luto: para José Saramago

Um pouco atrasado, é verdade, por mil motivos que aqui não cabem, venho dizer que o "Apaixonados por Livros" está de luto. Perdemos um dos maiores gênios da Literatura: José Saramago. Mas não vou colocar aqui nenhum link para notícias sobre a vida ou a morte dele. Não vou escrever aqui nenhuma redundância, dizendo quão importante foi Saramago para a Literatura. Também não vou resumir nem dar minha opinão sobre os livros dele. Vou apenas dizer que graças a Saramago, graças aos livros de sua autoria que li com tanto gosto, posso dizer que hoje sou uma pessoa um pouco melhor do que era antes, e as palavras já são poucas, faltam, escapam, para dizer o que Saramago significa para mim. Um gênio se foi. Agora só nos resta ler, ler muito, pensar, criticar e questionar, em honra à memoria desse grande ser humano.

Sua obra o fará eterno! Descanse em paz, José Saramago!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Novo Blog!

Olá leitor apaixonado por livros!

Gostaria de convidá-lo para conhecer meu novo blog! Se, além de apaixonado por livros, você também é apaixonado por animais de estimação, vai se sentir muito à vontade no Bicho Urbano. Um blog sobre cães e gatos, com dicas práticas para quem quer ter um animal de estimação feliz, para quem adora cães e gatos e não consegue imaginar o mundo sem eles!!!

Não deixe de visitar o Bicho Urbano!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

"Spartacus" - Howard Fast (1951)

Há muito para se contar sobre "Spartacus" de Howard Fast. A começar que este é o livro que deu origem ao filme homônimo dirigido por Stanley Kubick em 1960 e estrelado por Kirk Douglas e que até hoje é considerado o mais político dos filmes históricos. Então, vamos considerar também que "Spartacus" seja o mais político dos livros históricos de ficção e, por isso mesmo, o livro foi publicado pelo próprio autor com a ajuda de amigos, já que na época nenhuma editora comercial se disponibilizou a fazê-lo.

O autor:

Howard Fast foi um escritor norte-americano de origem judaica e que viveu em intensa militância política, nos movimentos sindicais e antifascistas, o que lhe rendeu uma grande antipatia por parte do senador Joseph McCarthy. Dessa forma, "Spartacus", a obra mais famosa de Howard Fast, foi escrita durante o período em que o autor estava preso (por recusar-se a fornecer ao comitê de atividades antiamericanas dos Estados Unidos, os nomes dos contribuintes de um hospital que atendia refugiados e feridos da Guerra Civil Espanhola).


capa do livro "Spartacus"

O livro:

O romance é inspirado em um momento histórico real: A revolta dos escravos romanos de 73 a.C., conhecida como a "Terceira Guerra da Servidão".

Spartacus, "o filho de um escravo que era filho de outro escravo", era um homem castigado pelos capatazes, pelo chicote, pelo trabalho árduo nas minhas de ouro do Império Romano. Um homem devastado pela escravidão, um trácio de feições simpáticas - apesar do nariz quebrado- e um verdadeiro líder entre seu povo no cativeiro... Era chamado de "pai" tanto pelos mais novos quanto pelos mais velhos. E esse valente escravo em cuja face era apenas visível a "eternidade da exaustão" tornou-se o melhor gladiador de seu tempo, após ser comprado pelo lanista (treinador de gladiadores) Batiatus. Mas a essência de Spartacus era a vida, seu coração gritava de dor e angústia por achar que "nenhuma indignidade é igual à indignidade de ter sido escolhido para matar" e começa a revolta dos gladiadores e escravos liderada por ele, uma guerra que realmente abalou os alicerces do Império Romano.

Esse é para ler:

Ah, esse é pra ler em casa, à noite, ou em algum lugar onde você possa parar um pouquinho a leitura e pensar sobre o que leu.

Último comentário:

E o livro é maravilhosamente bem escrito, daqueles que a gente não quer largar por nada... A narrativa alterna entre a áspera vida de escravo e gladiador, a futilidade dos ricos romanos que se deliciavam com a crueldade das lutas e o descaso pela vida humana, e é entremeada pela suavidade, nas lembranças da infância de Spartacus, nos momentos em que ele e Varínia (uma escrava germana, que era mulher de Spartacus) dividem uma quase paz e um verdadeiro amor em sua cela de escravos... mas tem muito, muito mais a se saber sobre essa obra encantadora!!

Dedicatória do autor:

A dedicatória de Howard Fast em "Spartacus" é linda e merece ser transcrita, por isso, aqui vai!

"Este livro é para minha filha Rachel e para meu filho Jonathan. É o relato da vida de homens e mulheres corajosos, que existiram há muito e cujos nomes jamais foram esquecidos. Os heróis deste romance amavam a liberdade e a dignidade humanas e viveram bem e com nobreza. Escrevi-o para que os que o lessem conseguissem obter forças para o nosso problemático futuro e assim poderem lutar conta a opressão e a injustiça (...) para que o sonho de Spartacus possa se realizar em nosso próprio tempo."

Um trecho:

Um pequeno trecho desta obra magnífica, para você, leitor, sentir aquela pontadinha de vontade de correr para a livraria mais próxima!

(...)" (Spartacus) Jamais conseguiu entrar na casa de banhos sem refletir no cuidado com os corpos dos que eram criados para a morte e treinados para produzir apenas morte. Quando ele havia produzido as coisas da vida - trigo, cevada, ouro-, seu corpo era uma coisa inútil, suja, uma coisa de lixo e vergonha, para ser batido, chutado, chicoteado, morto a fome... Mas agora que havia se tornado uma criatura de morte, seu corpo era tão precioso quanto o metal amarelo que escavara na África. E, estranhamente, somente agora o ódio começava a fluir. Antes, não havia lugar para ele; o ódio é um luxo que necessita ser alimentado e fortalecido e até mesmo de tempo para uma certa reflexão. Agora possuía isso (...) odiava Roma e Batiatus; e odiava tudo o que fosse romano. Fora nascido e criado para aceitar o cultivo dos campos, a criação de gado e a mineração de metais; mas só em Roma viu a educação e o treino de homens para estraçalhar outros homens e sangrar na areia, para o prazer e a excitação de homens e mulheres bem-educados." (...)


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"Almas Mortas" - Nikolai Gógol (1842)

"Almas Mortas" de Nikolai Gógol é um marco da literatura russa. Embora Gógol tenha nascido na Ucrânia é considerado como um escritor russo, pois morou na Rússia e todas as suas obras foram escritas nessa língua.

Mesmo passados 167 anos desde a publicação desta bela obra, é impressionante como o tema é atualíssimo: a corrupção nos órgãos públicos, como se torna medíocre o ser humano frente aos desejos de poder, a ganância, as mentiras, as fofocas... e tudo o que há de pior na natureza humana está fielmente retratado com certos toques de humor, que fazem com que a leitura seja leve, fluida e divertida.

Mas a narrativa vai muito além de somente contar uma história, Gogol tem como sua característica mais marcante a capacidade de mostrar a superficialidade do homem vulgar e nessa obra, que por pouco não deixou de ser publicada graças à censura, Gógol retrata também a situação da Rússia na época, quando o povo vivia em regime de servidão e os bens de um proprietário eram avaliados pela quantidade de "almas"(como chamavam os servos). Obviamente, o povo russo não gostou muito da idéia de que seu país fosse conhecido pelo resto do mundo sob essa ótica e choveram críticas desfavoráveis.

O livro trata de uma história insólita(que foi sugerida a Gógol por seu amigo, o poeta Púchkin): o nosso "herói" é Pável Ivánovitch Tchítchicov, um homem em busca de dinheiro, respeito e vantagens. Até aí, tudo normal, não fosse o plano bizarro e nem um pouco lícito de comprar almas mortas. Na época em que se passa a história, os campos russos eram divididos em grandes propriedades, e os "pomiêchtchiki" (donos de grandes propriedades rurais, fazendeiros) eram donos de muitas almas (os servos, que trabalhavam a terra, sem nunca possuí-la).

A idéia de Tchítchicov é viajar pelo interior da Rússia, ganhar a confiança e o respeito dos detentores dos mais altos cargos nas cidades-sede de províncias e dos pomiêchtchiki, para depois comprar ou ganhar, apenas no papel, os servos mortos mas que ainda não foram declarados como tal aos recenseadores. Assim, Tchítchicov espera hipotecar as almas como se fossem vivas e obter um grande lucro. O protagonista dessa história é um oportunista medíocre e um mentiroso nato, mas tem uma característica incrível: consegue identificar imediatamente os pontos fracos das pessoas, moldar-se ao caráter delas e só fazer e falar aquilo que elas gostariam de escutar... enfim: o golpista perfeito!

Todos esses atributos do personagem, somados às paisagens (que são muito bem descritas) e uma trama bem elaborada, além da riqueza de detalhes dos outros personagens, faz com que "Almas Mortas" seja um daqueles livros que não dá vontade de largar!

Isso tudo faz com que seja realmente uma pena, lamentável mesmo, o fato de o autor, um ser humano conturbado e que caía em crises frequentes de depressão, ter queimado todos os seus manuscritos pouco antes de morrer, e com eles, o fim da segunda parte de "Almas Mortas". Dessa forma, a obra fica inacabada, mas deixa uma enorme margem para a imaginação dos leitores... o que teria acontecido com o nosso mentiroso Tchítchicov? Teria ele conseguido alcançar seu objetivo e ficado rico? Se isso, ou qualquer outra coisa, fica a cargo de você, leitor!

Esse é para ler:

Em qualquer lugar e a qualquer hora!

Últimos comentários:

Leia esse livro incrível e decida o final dessa maravilhosa obra! Sinta-se à vontade para postar aqui, se desejar, o seu final de "Almas Mortas".

E termino esse post com uma frase retirada da obra: "Mas os seres humanos são superficiais e pouco perspicazes, e um homem de roupa diferente lhes parece um outro homem." Verdade até nos dias de hoje, não?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

"Histórias Extraordinárias" - Edgar Allan Poe

Por onde começar, quando se fala de Edgar Allan Poe? Parece que tudo o que se for dizer é uma mera superficialidade diante da maestria literária de Poe...

"Histórias Extraordinárias" é uma obra fascinante! Lembro que, quando era criança, morria de medo só de olhar a capa do livro. Quando finalmente criei coragem para ler, conheci um mundo totalmente à parte: Contos de terror absurdamente inteligentes e assustadores... À medida que se vai passando pelas páginas, parece que somos envolvidos por uma densa neblina de suspense. Acredite, leitor, você vai ficando cada vez mais apreensivo, um pouquinho mais a cada página virada...

A imaginação fica por sua conta, mas eu garanto que você vai poder "ver" cada cena, como se estivesse num cinema, assistindo um filme de terror!

Esse é um daqueles livros que eu classifico como: Ninguém pode morrer sem ter lido!

capa do livro de Edgar Allan Poe

Contos que estão na obra:

  • A queda da casa de Usher
  • O barril de Amontillado
  • O gato preto
  • Berenice
  • Manuscrito encontrado numa garrafa
  • William Wilson
  • Os crimes da rua Morgue
  • O mistério de Marie Rogêt
  • A carta roubada
  • Metzengerstein
  • Nunca aposte sua cabeça com o diabo
  • O poço e o pêndulo
  • A aventura sem paralelo de um tal Hans Pfaall
  • O escaravelho de ouro
  • Uma descida no Maelstrom
  • O jogador de xadrez de Maelzel

Esse é para ler:

De preferência à noite, antes de dormir (SE você conseguir dormir...)

Último comentário:

O conto "Os crimes da rua Morgue" foi o grande precursor de toda a literatura policial, ficou famoso em todos os cantos do mundo, inclusive serviu de inspiração para a música "Murders in the rue Morgue"- Iron Maiden (álbum Killers). Só para exemplificar como Poe foi um escritor excepcional e que eu considero com um dos melhores escritores de todos os tempos!!!

Divirta-se com essa obra magnífica!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"Projeto Majestic - A Nave Perdida" - Whitley Strieber

"Projeto Majestic" é um livro daqueles para devorar em poucos dias! É um livro intrigante e extremamente bem escrito, que conta tudo o que aconteceu no incidente em Roswell... aquele onde supostamente teria caído uma nave alienígena.

O Autor

Whitley Strieber é um jornalista que inicia o livro contando que fora demitido ao fazer uma matéria para primeiro de Abril (com a intenção de dar uma boas risadas sobre algo absurdo, mas que a metade da população acreditasse que era verdade). Fora demitido por descobrir que era tudo verdade.

A Verdade

Segundo ele, este livro é a Confissão de Wilfred Stone, oficial da Força Aérea americana, o homem responsável por transformar toda a verdade sobre a queda de uma nave alienígena e todas as implicações decorrentes do acidente em uma grande piada.

Nesse livro, estão transcritos documentos secretos do governo americano, incluindo os realtórios das autópsias de dois dos tripulantes da nave encontrada no deserto do Novo México, além de contar os contatos com seres não-humanos realizados por outras pessoas envolvidas no caso, após sessões de hipnose (para lembrarem do que aconteceu).


Capa do livro: "Projeto Majestic - A Nave Perdida" de Whitley Strieber

Strieber é um excelente escritor, que faz com que tudo o que há no livro pareça absurdamente verossímil, tudo tão bem encaixado, que, após a leitura do livro, todos os fatos e a maneira como o governo americano tentou esconder pareçam extremamente plausíveis.
No entanto, resta a dúvida: seria tudo verdade? Essa pergunta, só quem pode responder é o tempo... ou não!

Esse é para ler...

Em qualquer lugar, até o livro acabar!!! Só cuidado para não ficar extremamente paranóico, começar a ver OVNI's e achar que tudoo que acontece no mundo é culpa dos ET's.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

"Contos Alemães" - diversos autores

"Contos Alemães" é uma seleção de contos de autores de três países: Alemanha, Áustria e Suíça.

Com a Seleção, tradução e notas introdutivas de dois ícones da cultura brasileira, Aurélio Buarque de Hollanda e Paulo Rónai, esta obra quase dispensa comentários.

É importante salientar que, em apenas 190 páginas, encontra-se um universo riquíssimo, uma obra literária ímpar, pois é uma seleção de contos dos melhores autores daqueles três países.

Cada um dos contos tem a característica marcante de seu autor, mas todos traduzem a tendência de sua região e época, com textos cheios de detalhes, girando em torno do terror/fantástico e misterioso, do suspense e exemplificando as paixões humanas e seus conflitos.

capa do livro "Contos Alemães"

Contos que fazem parte da obra:

Este livro é também uma aula sobres os autores, já que, no Prefácio, há uma breve biografia de cada um deles e uma leve análise de seus estilos literários.

Esse é para ler...
Naquele domingo chuvoso e nublado (para entrar no clima...). Com certeza, Aurélio Buarque de Hollanda e Paulo Rónai escolheram cada um dos contos a dedo, com a explícita intenção de proporcionar ao leitor uma obra para ser saboreada, página por página, com contos tão incríveis! Em minha opinião, também é um daqueles que ninguém pode morrer sem ter lido!!

Último comentário:
Para se ter uma idéia do quanto perdemos por desconhecer esse tipo de obra, que deveria ser uma referência a toda e qualquer literatura mundial, algumas das biografias que linkei nesse texto não estão em português (por não existirem) e a capa do livro é uma foto do exemplar que tenho e tirei especialmente para ilustrar esse post .

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

"As Brumas de Avalon" - Marion Zimmer Bradley

"As Brumas de Avalon"(The Mists of Avalon- 1979). São quatro volumes (Livro Um: A senhora da Magia; Livro Dois: A Grande Rainha; Livro Três: O Gamo Rei e Livro Quatro: O Prisioneiro da Árvore) que eu classifico como sendo daqueles livros que ninguém pode morrer sem ter lido antes!!!

Marion Zimmer Bradley escreve de uma maneira fluida e envolvente a saga do Rei Artur mas sob uma ótica singular: através dos olhos de Morgana.

É uma narrativa envolta em magia e misticismo, que relata os bastidores da vida de Artur e das Damas de Avalon, de como as culturas pagãs e cristãs estavam em choque em uma época de honra e bravura, quando se lutava pela formação da Bretanha. Esse ambiente conturbado pela constante ameaça de invasão dos saxões era entremeado pela sutileza da magia de Avalon e pela promessa da danação eterna dos sacerdotes cristãos. Tudo começa quando Morgana era uma criança, foi separada da mãe para morar em Avalon e ser criada pela própria Senhora do Lago, Viviane.

Capa de um dos volumes de "As Brumas de Avalon"

Com detalhes tão magníficos e de uma maneira tão bem escrita, os livros de "As Brumas de Avalon" são capazes de fazer qualquer pessoa desejar que tudo tenha sido verdade, e que, algum dia, um viajante ao tentar chegar à Ilha de Glastonbury erre o caminho e encontre a lendária Ilha de Avalon.

Aqui vai um trechinho, para dar aquela vontade de começar a ler já!

"Morgana fala....

Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Na verdade, cheguei agora a ser maga, e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas. Verdadeiramente, porém, creio que os cristãos dirão a última palavra. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra seus sacerdotes, que chamam a Grande Deusa de demônio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi de satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré - que realmente foi poderosa, ao seu modo -, que, dizem, foi virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanindade?
(...) Mas esta é a minha verdade; eu que sou Morgana, conto-vos estas coisas, Morgana que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada."

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

"Baudolino" - Umberto Eco

Ah, esse é daqueles que dói fechar a última página... Contada pelo próprio Baudolino ao historiador bizantino Nicetas, durante a invasão dos "bárbaros latinos" (cruzados) a Constantinopla , a história inicia quando ele era uma criança, numa terra escondida em meio a uma constante neblina, nos confins da Itália medieval.

Baudolino era um mentiroso por excelência e, graças à isso, foi adotado por Frederico, o Barba Ruiva, imperador do Sacro Império Romano Germânico (1152 a 1190). A partir daí, sua vida deslancha num emaranhado de mentiras que se tornam realidade. Baudolino, na adolescência, vai estudar em Paris e lá conhece alguns rapazes que serão seus amigos pelo resto de suas vidas, bem como seus companheiros na busca pelo Santo Graal ou Greal, como o autor o chama, e do lendário Reino do Preste (Padre) João, um reino cristão que deveria existir no extremo oriente do mundo, nas proximidades do paraíso terrestre.

Capa do livro "Baudolino" do autor Umberto Eco

Com seu dom para a mentira, e com o objetivo de engrandecer ainda mais seu pai adotivo, Baudolino manipula a realidade e consegue, inclusive, encontrar os corpos dos Reis Magos e canonizar Carlos Magno, para se ter uma idéia do que é a genialidade de Umberto Eco nessa história maravilhosa.

Simplesmente um livro inesquecível, que prende a atenção, que nos faz viajar e dividir os sentimentos desse protagonista que mente sim, mas pelo bem de sua terra e daqueles que ama.

Antes de tudo...

Antes de tudo, gostaria de esclarecer os motivos que me levaram a criar esse Blog:

Primeiro: Eu sou completamente Apaixonada por Livros! Esse é o principal motivo!!!Acredito que existem alguns livros que uma pessoa não pode morrer antes de ter lido (Livros que, com certeza, citarei aqui, ao longo da existência desse Blog). Cada livro que lemos nos engrandece, mesmo aqueles que não gostamos, pois nos fazem pensar sobre as coisas que queremos ou não na nossa vida.

Não tenho a pretensão de parecer intelectual e nem quero fazer críticas como se eu fosse PhD em Literatura. Criei esse blog única e exclusivamente para compartilhar, com quem estiver interessado, sobre as impressões que tenho sobre cada livro que leio, ou já li... e também aqueles que foram lidos e relidos muitas e muitas vezes (aqueles que causam até dor quando a gente chega na última página...).

Tudo isso porque sou mesmo apaixonada por livros!!! Assumo aqui sem o menor pudor, que minha vida sem uma boa leitura se torna chata e sem graça! E gostaria que todos aqueles que se sentem assim, também possam compartilhar suas impressões sobre os livros aqui citados.
=]
Share |